Banana Indica #19 - Pharrell na Chanel + Guerrilla Girls + BRVNKS

Pharell + Chanel

Pharrell Willians é um ícone e isso a gente já sabe, seja no estilo, na moda ou na música. A collab, que foi lançada no dia 04/04, entre ele e a Chanel afirma que tudo que ele faz, fica foda. A coleção já se tornou objeto de desejo imediato, responsável por filas nas portas das lojas da marca. Um dos pontos marcantes dela é o conceito do gender-fluid, não limitando essa divisão de gêneros nos produtos, reafirmando o que a própria Gabrielle Coco Chanel visava, pois não via divisões. As peças da collab tem um forte apelo pop e o perfeito encaixe entre o streetwear e o mundo luxuoso e tradicional da marca. Um momento incrível para isso, pois foi a primeira colaboração da maison com alguém externo, logo um homem. A Chanel, como já dito, nunca viu essa divisão de gêneros como algo que segmentasse a marca, mas ao mesmo tempo foi sempre vista focada no público feminino. Pharrell pareceu a pessoa perfeita pra assumir essa posição visto que influencia jovens independente do gênero com seu estilo, moda ou música. Segue alguns links sobre a collab, com fotos de algumas das peças, sobre a inauguração da flagship da Chanel em Seoul e o fashion film da coleção:

Inside the "Chanel Pharrell" Capsule Release at the Luxury House's Seoul Flagship

Fashion film da collab Pharrell + Chanel

Chanel Pharrell: como a marca está, aos poucos, se aproximando do público masculino

 

 Guerrilla Girls

Atrás de máscaras de gorilas e com nomes inspirados em mulheres de notabilidade mundial ligadas à arte, as Guerrillas Girls são ativistas e artistas. Desde 1984, no qual fizeram sua primeira instalação com críticas reais no Metropolitan Museum of Art (em Nova Iorque) sobre o espaço dado a artistas mulheres em museus, elas vem criticando todo esse sistema. Através de humor e arte visual, essas minas vem denunciando a discriminação de gênero no mundo artístico. O cartaz original do Metropolitan, atualizado para a mostra que aconteceu no Masp em 2017, fez a mesma pergunta: “As mulheres precisam estar nuas para entrar no Museu de Arte de São Paulo? E mostra números não muito diferentes de NY: no Masp, apenas 6% dos artistas em exposição são mulheres, mas 60% dos nus são femininos.” Hoje, a luta delas vem se tornado muito maior que apenas no universo artístico, ampliando esse debate para outras questões da luta feminina, como racismo e aborto, e contra a privatização da arte e o controle das galerias e museus por bilionários.
“As mulheres precisam estar nuas para aparecerem em clipes de música? Enquanto 99% dos homens estão vestidos”.

Guerrilla Girls: há 30 anos lutando pela igualdade de gênero no univero da arte.


Guerrilla Girls Reinventing the ‘F’ word: Feminism

Guerrilla Girls - Arte e Feminismo #vivieuvi

 

BRVNKS

Não é só música sertaneja que vem de Goiás. Cenário musical br tá cheio de diversidade e aí, pelas andanças nos streamings, que achamos Brvnks, uma banda goiana com um som gostosinho por demais. Bruna Guimarães que é quem carrega o apelido de Brunks, que se deu ao nome do projeto musical com uma mudancinha nas letras por conta do domínio do @ nas redes sociais. Com apenas um ep lançado, em 2016, o grupo vem preparando o terreno há alguns anos para, talvez nesse mês, lançar o álbum de estréia, soltando alguns singles antes mesmo de abrir o palco principal na edição deste ano do Lollapalooza. O estilo da banda é uma mistura que dá muito certo, a voz suave da vocalista com as batidas cheias de punch e força que faz com guitarras, baixo e bateria. Melodias ensolaradas e letras de amor são sinônimos do que a banda toca. Segue abaixo algumas entrevistas da banda e as páginas de streamings da banda:

Brvnks no Estúdio Showlivre - Apresentação na íntegra

Uma semana antes de show no Lollapalooza, BRVNKS lança a nova “Fred”

SPOTIFY

YOUTUBE

 


Deixe um comentário

Observe que os comentários precisam ser aprovados antes de serem publicados